Por dev em 01 de agosto de 2026
Para o mercado imobiliário global, essa pergunta deixou de ser apenas uma discussão sobre qualidade de vida e passou a orientar investimentos, projetos e novos modelos de desenvolvimento.
Em 2026, o mercado global de wellness real estate chegou a US$ 876 bilhões, segundo o Global Wellness Institute (GWI). A projeção é alcançar US$ 1,8 trilhão até 2030.
Há também uma mudança clara no comportamento do consumidor. Segundo o America at Home Study, citado em análises de tendências de 2026, 60% dos consumidores apontam saúde e bem-estar como a principal razão para desejar determinadas características em uma residência.
Os números ajudam a explicar por que incorporadoras, arquitetos e urbanistas estão olhando para o bem-estar de outra maneira.
E ele ajuda a entender algumas das transformações que começam a acontecer também no mercado imobiliário de Goiânia.
Wellness real estate é o desenvolvimento de residências, edifícios e comunidades intencionalmente projetados para apoiar a saúde e o bem-estar das pessoas.
Na prática, o conceito amplia a discussão imobiliária. Não basta colocar uma academia no condomínio e classificar o empreendimento como wellness.
A lógica envolve pensar como arquitetura, natureza, mobilidade, áreas de convivência, qualidade ambiental, atividade física e conexão social podem contribuir para a maneira como as pessoas vivem.
Essa mudança é relevante porque desloca o bem-estar da lista de amenities para a própria concepção do produto imobiliário.
Durante muito tempo, a associação entre mercado imobiliário e saúde esteve concentrada nas áreas de lazer. Academia, piscina, spa e espaços esportivos eram os principais elementos utilizados para comunicar bem-estar.
Eles continuam relevantes, mas o conceito evoluiu.
O Global Wellness Institute identifica uma transição de uma visão predominantemente física para uma abordagem multidimensional, que incorpora também bem-estar mental, social e comunitário. O conceito também avança para diferentes tipologias imobiliárias.
Isso significa pensar não somente no que existe dentro de um empreendimento, mas na vida que aquele endereço possibilita.
É possível caminhar? Existem áreas verdes próximas? O projeto favorece encontros? Há espaços que estimulam movimento e convivência? O morador consegue construir uma rotina mais conveniente? O bairro contribui para essa experiência?
No wellness real estate, essas perguntas começam a fazer parte da discussão sobre produto.
Entre 2019 e 2024, o wellness real estate apresentou expansão média anual de 19,5%, enquanto a construção global cresceu aproximadamente 5,5% ao ano no mesmo período, segundo o Global Wellness Institute.
Em 2026, o GWI estimou o mercado global de wellness real estate em US$ 876 bilhões, com projeção de US$ 1,8 trilhão até 2030.
A explicação passa por mudanças simultâneas: maior preocupação com saúde, crescimento da economia wellness, busca por longevidade, valorização do tempo, necessidade de conexão social e maior compreensão sobre a influência do ambiente construído na rotina.
Por isso, wellness real estate não deve ser confundido com uma tendência estética. É uma mudança naquilo que as pessoas começam a esperar de um endereço.
Após analisar mais de 300 estudos acadêmicos e independentes, o Global Wellness Institute identificou evidências de que propriedades residenciais orientadas ao wellness, especialmente nos segmentos médio e superior, podem alcançar prêmios de preço entre 10% e 25%.
Isso não significa que acrescentar uma academia ou um espaço de yoga automaticamente valorize um imóvel em 25%. Localização, qualidade do projeto, mercado e outros fatores continuam determinantes.
O dado aponta para algo mais relevante: quando saúde e qualidade de vida são incorporadas de maneira consistente ao produto e à comunidade, existe disposição do mercado para atribuir valor a isso.
Para incorporadoras, portanto, wellness começa a deixar de ser somente comunicação. Passa a ser estratégia de produto.
Muito.
Goiânia reúne características especialmente interessantes para essa discussão. A cidade possui forte relação com a vida ao ar livre, parques urbanos, prática esportiva e uma crescente oferta ligada à alimentação saudável, treinamento, corrida, recovery e outras dimensões da economia do bem-estar.
Regiões como a Ricardo Paranhos ajudam a tornar esse comportamento particularmente visível. Em determinados horários, a avenida deixa de funcionar apenas como infraestrutura urbana e passa a funcionar também como espaço de exercício, convivência e encontro.
Esse comportamento traz uma provocação para o mercado imobiliário local: se as pessoas estão mudando a maneira como querem viver, os espaços que construímos também precisam acompanhar essa mudança.
Talvez uma das transformações mais interessantes do wellness real estate esteja justamente aqui.
O mercado começa a entender que bem-estar não é produzido somente por infraestrutura. Ele também é produzido por comunidade.
Um espaço pode facilitar o encontro, mas são as pessoas, os hábitos e as experiências que dão vida a ele.
Essa visão amplia o papel de uma incorporadora. Além de pensar apartamentos e edifícios, existe uma oportunidade de pensar relações entre pessoas, arquitetura, bairro e cidade.
O O.M. Wellness Club powered by Emana nasceu como uma plataforma de experiências e comunidade criada pela O.M. Incorporadora.
O projeto reúne movimento, bem-estar, marcas e pessoas em encontros realizados na Galeria O.M., na Ricardo Paranhos.
A primeira edição aconteceu em 29 de agosto de 2026, reunindo experiências relacionadas a movimento, alimentação, relacionamento e wellness.
Mas a proposta não termina no evento. O Club foi concebido como uma comunidade contínua, com novos encontros e experiências ao longo do ano.
A ideia parte do mesmo princípio que está movimentando o wellness real estate internacionalmente: os espaços que criamos podem contribuir para a forma como as pessoas vivem, se movimentam e se conectam.
Para a O.M., discutir wellness no mercado imobiliário significa ampliar a conversa sobre morar. Porque qualidade de vida não começa na porta de um apartamento. Ela também está no endereço, na cidade, nas relações e nas experiências que construímos ao redor dele.
O que significa wellness real estate?
Wellness real estate é o segmento imobiliário dedicado à criação de residências, edifícios e comunidades projetados para apoiar a saúde e o bem-estar físico, mental e social das pessoas.
Wellness real estate é apenas ter academia no condomínio?
Não. Academias e áreas esportivas podem fazer parte da estratégia, mas o conceito envolve também arquitetura, natureza, qualidade ambiental, mobilidade, convivência, conexão social e outras características que influenciam a experiência cotidiana.
Qual é o tamanho do mercado de wellness real estate?
Segundo dados divulgados pelo Global Wellness Institute em 2026, o mercado global de wellness real estate alcançou US$ 876 bilhões e poderá chegar a US$ 1,8 trilhão em 2030.
Wellness real estate valoriza os imóveis?
O Global Wellness Institute identificou evidências de prêmios de preço entre 10% e 25% para propriedades residenciais orientadas ao wellness nos segmentos médio e superior. Isso não significa valorização automática: localização, qualidade do projeto, mercado e outros fatores continuam determinantes.
O que é o O.M. Wellness Club?
O O.M. Wellness Club powered by Emana é uma plataforma de experiências e comunidade criada pela O.M. Incorporadora em Goiânia. O projeto conecta movimento, bem-estar, marcas e relacionamento por meio de encontros e experiências na Galeria O.M.
Qual a relação entre wellness real estate e Goiânia?
Goiânia possui uma cultura relevante de vida ao ar livre, parques, esporte e convivência urbana. Esse comportamento abre espaço para projetos imobiliários que considerem bem-estar não apenas como amenity, mas como parte da experiência de morar e viver a cidade.